Dia Mundial do Alzheimer: cuidar do cérebro hoje é investir nas memórias de amanhã

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No Dia Mundial do Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, a mensagem mais importante não precisa ser apenas sobre a doença. Também precisamos falar sobre saúde cerebral, prevenção e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência e responde por aproximadamente 60% a 70% dos casos. Entretanto, demência não deve ser entendida simplesmente como uma consequência inevitável de envelhecer.

Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas diretrizes para redução do risco de declínio cognitivo e demência. A estimativa apresentada é particularmente relevante: até 45% do risco de demência pode estar associado a fatores potencialmente modificáveis.

Isso não significa que seja possível garantir que uma pessoa nunca desenvolverá Alzheimer. Significa que existem ações concretas que podem contribuir para reduzir riscos e favorecer a saúde cerebral ao longo da vida.

O cérebro também precisa ser cuidado

Nosso cérebro não funciona isoladamente. Saúde cardiovascular, metabolismo, sono, atividade física, experiências cognitivas e relações sociais interagem continuamente com o funcionamento cerebral.

Entre as medidas apoiadas pelas recomendações atuais estão manter-se fisicamente ativo, não fumar, evitar o consumo nocivo de álcool, adotar alimentação saudável, permanecer cognitiva e socialmente ativo e controlar pressão arterial, colesterol e glicemia.

Portanto, falar em prevenção significa pensar no cérebro dentro de uma perspectiva ampla e ao longo de toda a vida.

Movimento, sono, alimentação e estimulação cognitiva

A atividade física merece atenção especial. Além dos benefícios cardiovasculares e metabólicos, a prática regular está relacionada à saúde cognitiva e ao funcionamento cerebral.

Da mesma forma, manter o cérebro intelectualmente ativo é importante! Ações como ler, aprender algo novo, resolver problemas, estudar, desenvolver novas habilidades e participar de atividades cognitivamente desafiadoras são formas de estimular diferentes processos cognitivos. As diretrizes atualizadas da OMS incluem treinamento e estimulação cognitiva entre as estratégias que podem integrar programas de redução de risco.

Não se trata, portanto, de encontrar uma atividade milagrosa, mas de construir um conjunto de hábitos favoráveis à saúde.

E quando já existem alterações de memória?

Esquecimentos ocasionais podem ocorrer em qualquer idade e não significam necessariamente Alzheimer. Porém, quando alterações de memória, orientação, linguagem, atenção, planejamento ou autonomia começam a interferir de maneira significativa na rotina, é importante procurar avaliação profissional.

Quanto mais cedo compreendemos quais funções estão apresentando dificuldades e quais permanecem preservadas, melhores são as condições para organizar acompanhamento, estratégias compensatórias e intervenções individualizadas.

Um cuidado que começa antes dos sintomas

Talvez uma das mudanças mais importantes na forma de pensar o Alzheimer seja compreender que saúde cerebral não começa aos 60 ou 70 anos.

O risco é construído ao longo da vida, assim como muitos fatores de proteção. Por isso, cuidar do coração, movimentar o corpo, aprender continuamente, cultivar relações, cuidar do sono e acompanhar condições metabólicas também são formas de cuidar do cérebro.

Não podemos controlar todos os fatores relacionados ao Alzheimer. Mas podemos cuidar daqueles que estão ao nosso alcance.

Acreditamos que compreender o funcionamento do cérebro permite construir estratégias de cuidado mais individualizadas, integrando Psicologia, Neurociência e tecnologias aplicadas à saúde mental e cognitiva.

Cuidar do cérebro hoje é investir nas memórias, na autonomia e na qualidade de vida de amanhã.

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