O bem-estar começa quando compreendemos que mente, cérebro e corpo estão profundamente conectados.
Você sabia que isso é possível?
Na Coerence, através de diferentes técnicas integradas em um plano individualizado, considerando as necessidades, objetivos e características de cada pessoa, consegue-se favorecer processos de autorregulação, desenvolvimento emocional, desempenho cognitivo e mais qualidade de vida.
Psicologia e Neurociência Aplicada no cuidado com a saúde mental
Cada pessoa apresenta uma história, uma forma de lidar com emoções e desafios e um funcionamento neurofisiológico particular. Por isso, o cuidado em saúde mental pode se beneficiar de uma abordagem que considere diferentes dimensões do funcionamento humano.
A psicoterapia ocupa um papel fundamental nesse processo, proporcionando espaço para autoconhecimento, elaboração emocional, desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e mudanças comportamentais.
Quando indicada, a psicoterapia pode ser integrada a recursos de neurotecnologia e treinamento de autorregulação, formando uma abordagem multidimensional.
Neurofeedback: treinamento da autorregulação cerebral
O neurofeedback é uma técnica de treinamento baseada em princípios de aprendizagem e autorregulação.
Por meio do monitoramento da atividade elétrica cerebral, a pessoa recebe informações sobre determinados padrões de funcionamento e pode aprender, progressivamente, a modificá-los.
Pesquisas têm investigado o neurofeedback em diferentes condições clínicas e cognitivas, ressaltando a importância de protocolos adequados e da avaliação individualizada (Sitaram et al., 2017; Thibault et al., 2018).
Biofeedback e treinamento de coerência cardíaca
O biofeedback permite observar determinadas respostas fisiológicas em tempo real, favorecendo o desenvolvimento da percepção e da autorregulação corporal.
Entre os recursos utilizados está o treinamento de variabilidade da frequência cardíaca (HRV), também conhecido como treinamento de coerência cardíaca.
A técnica utiliza principalmente estratégias respiratórias associadas ao monitoramento da variabilidade cardíaca. O objetivo é favorecer o desenvolvimento da autorregulação fisiológica e emocional.
Lehrer e Gevirtz (2014) destacam a importância do treinamento de HRV como uma ferramenta de biofeedback voltada à autorregulação.
Fotobiomodulação transcraniana
A fotobiomodulação transcraniana (tPBM) é uma tecnologia que utiliza luz, geralmente nas faixas do vermelho e infravermelho próximo, para investigar efeitos sobre processos celulares e neurobiológicos.
A investigação científica sobre fotobiomodulação cerebral tem explorado mecanismos relacionados ao metabolismo energético, função mitocondrial e funcionamento cerebral (Hamblin, 2016).
Na prática clínica, sua utilização deve ser realizada de maneira criteriosa, considerando indicação, parâmetros técnicos, contraindicações e acompanhamento profissional.
Neuromodulação
As técnicas de Neuromodulação, como a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS) e a estimulação transcraniana por corrente alternada (tACS), vêm sendo estudadas como ferramentas para modulação da atividade cerebral.
A resposta à estimulação pode variar de acordo com parâmetros como intensidade, frequência, localização dos eletrodos, duração e características individuais.
Por isso, a utilização dessas técnicas deve estar inserida em um planejamento clínico individualizado e bem fundamentado.
HEG e treinamento cognitivo
Outro recurso utilizado na coerence é o HEG (Hemoencephalography), uma modalidade de neurofeedback relacionada ao monitoramento de alterações hemodinâmicas associadas à atividade cerebral.
Além das tecnologias de neuromodulação e autorregulação, exercícios e treinamentos cognitivos podem ser utilizados para trabalhar habilidades como:
- atenção;
- memória de trabalho;
- flexibilidade cognitiva;
- planejamento;
- controle inibitório;
- velocidade de processamento;
- resolução de problemas.
A escolha dos exercícios depende dos objetivos definidos durante a avaliação.
A integração das técnicas é mais importante do que a tecnologia isolada
Utilizar diferentes técnicas não significa simplesmente aplicar várias tecnologias durante o tratamento.
O princípio fundamental é compreender qual recurso pode contribuir para determinado objetivo clínico e como ele pode ser integrado ao processo psicológico.
Uma pessoa pode apresentar maior necessidade de regulação emocional. Outra pode necessitar de estratégias voltadas à atenção e às funções executivas. Em outros casos, o foco pode estar relacionado à ansiedade, estresse, sono, dor, desempenho ou adaptação comportamental.
Por isso, o planejamento deve partir da avaliação individualizada, e ela começa pelo Mapeamento Cerebral (qEEG).
O caminho para o bem-estar
O bem-estar não é apenas a ausência de sintomas. Ele também envolve a capacidade de lidar com desafios, regular emoções, manter relações, aprender, adaptar-se e construir uma vida coerente com os próprios objetivos.
Nesse sentido, Psicologia e Neurociência Aplicada podem oferecer diferentes ferramentas para compreender e desenvolver processos de autorregulação.
O objetivo não é substituir a psicoterapia por tecnologia, mas integrar ciência, experiência clínica e recursos de neurotecnologia quando houver indicação.
Cuidar da saúde mental é cuidar da pessoa como um todo.
Mente, cérebro e corpo fazem parte do mesmo sistema.
Gostou dessa postagem? Acompanhe o nosso Instagram para saber mais sobre tratamentos e curiosidades sobre Neurociência Aplicada.